Afinal, mediunidade e ética estão mesmo interligadas ou o médium, por ter essa faculdade, já possui a moral elevada?
Essa é uma reflexão importante, tendo em vista que a figura do médium ainda é envolta em um certo misticismo, por parte de algumas pessoas. Para esse grupo de indivíduos, a pessoa que faz a ponte entre o plano material e o espiritual é um ser superior e, portanto, isento de falhas.
Em contrapartida, outros acreditam que o médium é um Espírito com muitas dívidas e que reencarna para reparar erros trabalhando mediunicamente. E, mais: que é obrigado a executar essa tarefa.
Enfim, quem está pensando de forma correta? O que podemos pensar da relação mediunidade e ética, bem como das demais questões aqui colocadas? A resposta a essas dúvidas é essencial, inclusive para os dirigentes espíritas, que precisam orientar os tarefeiros e as atividades.
Siga na leitura e descubra o que a Codificação Espírita nos diz a respeito!
Mediunidade foi estudada e explicada por Kardec, mas não é exclusividade do Espiritismo
A atividade mediúnica é um tema que envolve muitas discussões e opiniões divergentes. De forma resumida, podemos defini-la como a sensibilidade de uma pessoa obter contato com o mundo espiritual, captando mensagens por várias formas. Entre elas: psicofonia, psicografia, vidência, audiência, etc.
No entanto, há uma íntima ligação entre mediunidade e ética, pois é essencial que os médiuns usem essa capacidade de forma responsável e moralmente correta. E cabe aos dirigentes espíritas a observação para que isso ocorra de fato.
Sobre o tema, é importante entender que a mediunidade não é exclusiva da Doutrina Espírita. Ou seja, pode ocorrer em pessoas que participam de qualquer religião, doutrinas ou mesmo em quem não tem nenhuma crença.
Contudo, foi o Espiritismo, mais especificamente as pesquisas de Allan Kardec que resultaram no corpo doutrinário espírita, que mostrou como a mediunidade ocorre. Assim como a forma de educá-la, entre outros fatores essenciais para que a prática ocorra de forma correta, dentro dos princípios doutrinários.
Dessa forma, podemos afirmar que o Espírita que é médium precisa estudar as obras da codificação kardequiana para entender o fenômeno, educá-lo e praticá-lo de forma adequada.
Sempre considerando que mediunidade e ética devem caminhar lado a lado. E, lembramos mais uma vez, os responsáveis pela direção da instituição têm papel fundamental para que isso ocorra.
A íntima ligação entre mediunidade e ética
Como vimos, o primeiro ponto para o trabalho mediúnico responsável é que o médium tenha uma base sólida do conhecimento do Espiritismo e participe de um grupo idôneo. Além disso, claro, é preciso atenção aos valores e princípios morais.
Mediunidade e ética, juntas, possibilitam que a comunicação ocorra de forma equilibrada, o que é muito importante para todos os envolvidos no processo.
Para começar, é muito comum que as mensagens partam de desencarnados que estão vulneráveis e sensíveis, exigindo do médium e da equipe da reunião uma avaliação da comunicação. Ou seja, é preciso avaliar cuidadosamente o que é transmitido, evitando divulgar mensagens que possam causar danos ou sofrimento a terceiros.
Além disso, é fundamental que o médium entenda que ele é apenas um intermediário entre o mundo espiritual e o mundo físico e que não deve interpretar ou julgar as mensagens que recebe.
Outro aspecto importante que envolve mediunidade e ética é o respeito às diferenças de crença e de cultura. Assim, o médium deve se preparar para que suas opiniões pessoais não influenciem a comunicação. Ele deve transmitir a mensagem de forma imparcial e respeitar as crenças e valores dos comunicantes.
Cabe aos tarefeiros mediúnicos e os dirigentes se aterem à responsabilidade que envolve, entre outros:
- Respeito a horários e normas da atividade e da Casa Espírita;
- Estudar continuamente a Doutrina Espírita;
- Participar das atividades da instituição;
- Entender que todo trabalho deve ser avaliado por meios dos critérios adequados, com vistas à melhoria.
Quando falamos em mediunidade e ética, também é importante lembrar que a conduta pessoal dos médiuns deve se pautar na prática dos ensinamentos espíritas. Assim, evitando comportamentos que possam prejudicar a sua capacidade mediúnica e até a reputação da Casa Espírita.
Por fim, é importante destacar que o trabalho mediúnico está diretamente relacionado à ajuda ao próximo, proporcionando conforto e orientação espiritual. E não usar essa sensibilidade para fins egoístas ou de autopromoção.
Como os Dirigentes Espíritas podem auxiliar na relação mediunidade e ética
Se mediunidade e ética estão intimamente relacionadas, cabe ao tarefeiro e à Casa Espírita uma postura ética em relação à prática mediúnica.
Além disso, é fundamental que todos entendam que o médium é um ser como todos os demais: um espírito em aprendizado e evolução. Sua sensibilidade não o torna um ser especial, tampouco significa que é um Espírito que trouxe essa faculdade para reparar erros.
Como sempre, a escolha pela prática da mediunidade é do médium. Mas, caso ele opte por educá-la e praticá-la, deve estar preparado para o estudo contínuo e para trabalhar em grupo, sabendo que é um instrumento e que pode render maus ou bons frutos, dependendo do seu empenho e responsabilidade.
Cabe aos Dirigentes Espíritas criarem condições adequadas para que mediunidade e ética caminhem juntas. E sempre pautadas na Codificação Espírita!
A USE Distrital Vila Maria reúne instituições na região da Vila Maria, Vila Guilherme, Vila Munhoz e arredores.
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