Manifestações inteligentes e físicas são os temas dos capítulos 3 e 4, da parte 2, de O Livro dos Médiuns – obra lançada em 1861.
Acompanhe na sequência um breve resumo dos dois conteúdos, lembrando que, para conhecer a Doutrina Espírita, é preciso estudar diretamente nas obras da Codificação Espírita, de Allan Kardec.
Manifestações Inteligentes
Quando começaram os fenômenos mediúnicos, mais particularmente aqueles de ordem física como as mesas girantes, alguns atribuíram as movimentações de móveis e afins à ação de uma corrente magnética ou elétrica.
Ocorre que, a partir de um certo momento as mesas passaram a responder questionamentos, por meio de um código previamente estabelecido – por exemplo: 1 batida = sim ou 2 batidas = não.
Assim, passamos a perceber que havia uma inteligência por trás daquele fenômeno.
Desse modo, “como todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente, tornou-se evidente que, mesmo admitindo-se a ação da eletricidade ou de qualquer outro fluido, havia a presença de outra causa“, afirmou Kardec na obra já citada.
Assim sendo, após ter certeza de que o fenômeno era autêntico, e dando continuidade à sua pesquisa, o Codificador descobriu que espíritos de pessoas que já haviam desencarnado estavam se comunicando.
Além das mesas, a comunicação ocorria de outras formas (como a cesta de bico, prancheta e, depois, psicografia), sempre revelando um pensamento, fruto de raciocínio. Daí o nome de manifestações inteligentes.
Outros pontos importantes levantados por Allan Kardec mostraram que as informações muitas vezes eram diferentes do pensamento do médium, ou pessoas presentes na reunião. Algumas vezes mais elevados do que o conhecimento do encarnado, sem contar a possibilidade de comunicações em idiomas desconhecidos pelo médium.
Em outras palavras, esses fenômenos revelam a existência de uma inteligência, diferente da do médium e assistência. É o Espírito na erraticidade, dando vazão ao seu pensamento e agindo através da matéria, comprovando que após a morte física o Espírito mantém sua individualidade e conhecimento.
Assim sendo, essas manifestações inteligentes nos levam à reflexão e, dependendo do seu teor, ao aprendizado.
Manifestações físicas: diferentes das manifestações inteligentes, mas com sua importância
Como falamos anteriormente, as mesas girantes eram um fenômeno comum quando o Professor Rivail começou a pesquisar o Espiritismo, onde mesas e outros móveis e objetos se movimentavam pelo ambiente.
Elas foram responsáveis por atrair a atenção do Codificador, que pesquisou os fenômenos, separando-os entre as manifestações inteligentes e físicas.
Se as primeiras eram feitas por meio de pensamento, como ocorriam os segundos? Talvez alguns possam imaginar que Espíritos desencarnados levantavam e movimentavam os móveis.
Perguntando aos Espíritos que trabalharam na Codificação Espírita, Kardec descobriu que os Espíritos fazem essa movimentação combinando uma porção do fluido universal com o fluido que desprende do médium.
Outro ponto importante é que o tipo de manifestação está intimamente ligado ao nível do Espírito. Portanto, quanto mais inteligente e elevada a mensagem, mais esclarecido será o autor da comunicação – e vice-versa.
Assim, as manifestações inteligentes, quando possuem uma mensagem edificante e instrutiva, são fruto de um comunicante à altura.
Enquanto os fenômenos físicos, de modo geral, são executados por Espíritos mais materializados. Outro item importante nesse tipo de comunicação é que o médium pode doar o fluido à revelia, quer dizer, sem saber que está doando.
Agora que você conhece um resumo dos capítulos 3 e 4, da segunda parte de O Livro dos Médiuns, estude a obra na íntegra. E continue acompanhando nosso Blog, com conteúdos da Doutrina Espírita – como, por exemplo: