Manifestações físicas espontâneas, como o próprio nome diz, são aquelas que ocorrem sem a intervenção de um médium.
Esse tipo de mediunidade difere das manifestações inteligentes porque as segundas passam uma mensagem inteligível, enquanto a primeira – de modo geral – pretende chamar a atenção.
Como isso é possível Confira neste artigo que se baseia na Segunda Parte, Capitulo 5, de O Livro dos Médiuns. Obra que faz parte da Codificação Espirita, de Allan Kardec.
Manifestações Físicas Espontâneas: o que são, afinal?
Não é preciso a vontade de um médium para a produção de um fenômeno espirita. Ele pode ocorrer sem que a pessoa que doa as energias para sua ocorrência, o médium de efeito físico, saibam que está colaborando para o fenômeno.
Alias, pode ocorrer, até, que a própria pessoa nem conheça os conceitos espiritas e, portanto, não saiba da existência da mediunidade.
De todas as manifestações físicas espontâneas, as mais comuns são as pancadas e os ruídos. Exatamente, por serem simples, é importante certificar-se de que se trata de mediunidade, não de algo natural produzido por vento ou algo similar.
Allan Kardec ensina, em O Livro dos Médiuns, no capítulo anteriormente citado, que a melhor forma de garantir ser uma manifestação mediúnica, é ter controle sobre ela. Isto é, submeter à nossa vontade.
Um exemplo eram os fenômenos das mesas girantes: as pessoas faziam perguntas e, com pancadas previamente combinadas, a mesa dava as respostas.
Por que esse tipo de mediunidade ocorre?
As manifestações físicas espontâneas, quase sempre, têm por objetivo chamar a atenção. E quando esse objetivo é atingido, quase sempre elas cessam.
Em alguns casos mais raros, podem passar de breve ruídos para grandes barulhos e perturbação, devido ao incômodo causado. Outro ponto é que a própria imaginação pode aumentar a situação, ou seja, um pequeno barulho pode parecer um tormento – algo potencializado por superstições e pela imaginação.
A partir do momento que conhecemos a causa, não há motivo para medo ou considerar ser algo maravilhoso ou sobrenatural.
Outro ponto importante: Espíritos elevados não se ocupam desse tipo de ocorrência, sendo quase sempre provocadas por Espíritos brincalhões.
Todavia, o mais indicado é questionar os Espíritos para descobrir o que desejam e pedir a Deus que os ajudem.
O fenômenos de transporte
Outro fenômeno apontado no quinto capítulo do livro da Codificação Espírita que trata de mediunidade, além das já citadas manifestações físicas espontâneas, é o fenômeno de transporte.
Trata-se do transporte espontâneo de objetos que não existem no lugar da reunião. Por suas características é preciso muito cuidado para ter certeza da autenticidade da ocorrência.
A produção deste fenômeno, como de qualquer outro, exige a doação de fluidos do médium. Usando-os, o Espírito pode manipular o fluido vital, fazendo com que objetos fiquem invisíveis e/ou possa movimentá-los de um lugar para outro.
Contudo, não pode proceder à desagregação da matéria, o que significaria destruir o item material. Mas fazendo-o invisível, pode carregá-lo quando quiser, largando-o onde e quando quiser, para fazê-lo aparecer.
Esse fenômeno, assim como os de ordem física e espontânea, comprovam que os Espíritos agem sobre a matéria. Mas, longe de mistificar essa ação, a Doutrina Espírita a explica com base na razão.
Como podemos notar, as manifestações físicas espontâneas são um fenômeno mediúnico, natural, e que pode ser provocado à revelia do médium.
Não é preciso temer ou associá-las com causas sobrenaturais, como muitas vezes mostradas em filmes ou livros de terror ou suspense.
A Doutrina Espírita explica de modo racional o fenômeno, conforme consta na segunda parte de O Livro dos Médiuns, Capítulo 5. Sugerimos a leitura e o estudo integral do capítulo para maior esclarecimento.