São muitos os desafios do Dirigente Espírita. E eles existem desde que a Doutrina Espírita surgiu, em 1857, com a publicação de sua obra inaugural: O Livro dos Espíritos.

O Codificador Allan Kardec precisou lidar com severas críticas, tanto de líderes de religiões e doutrinas, como de pessoas que não seguiam nenhuma crença. Em sua imensa maioria, pessoas que não conheciam os preceitos espíritas, mas mesmo assim o criticavam.

Outros problemas enfrentados pelo professo francês eram as dificuldades próprias da época. Entre eles: ausência de energia elétrica; canais de comunicação reduzidos, caros e pouco ágeis; meios de transporte restritos, etc.

Também vale a pena citar que Kardec realizava suas pesquisas à noite e em horários que deveriam ser destinados ao repouso, o que acabou afetando sua saúde.

Sendo um Espírito preparado para a tarefa, ele conseguiu superar os obstáculos e nos deixar um conteúdo que forma os fundamentos doutrinários.

Contudo, os desafios do Dirigente Espírita continuam e se modificam, conforme as particularidades de cada época. Assim, listamos a seguir os principais para nossa reflexão.

Principais desafios do Dirigente Espírita nos dias atuais

Como sabemos, a Casa Espírita é uma instituição que tem como objetivo difundir a doutrina espírita, promover o estudo dos seus princípios e realizar ações em benefício dos menos favorecidos.

Apesar de ter uma longa história no Brasil e em outros países, elas ainda enfrentam várias questões para manter sua relevância e atuação na sociedade.

Na verdade, sempre foi assim. Cada época traz suas particularidades, exigindo dos gestores das instituições que se dedicam ao Espiritismo, sabedoria e motivação para enfrentar adversidades. E, claro, sempre mantendo a Codificação Espírita como orientação maior.

Veja a seguir alguns dos principais desafios do Dirigente Espírita atualmente.

1. Lidar com a polarização da sociedade

O primeiro desafio do Dirigente Espírita que citamos é lidar com a polarização política e de crença que afeta a sociedade em geral.

O movimento espírita sempre foi pautado pela ideia de que a fé não deve se misturar com política e disputa de poder, mas essa visão nem sempre é compartilhada por todos os espíritas.

Assim, é muito importante que a direção das Casas Espíritas tenham um posicionamento claro: não levar a briga política para a instituição.  Dessa forma, evita se envolver em polêmicas que possam afastar ou dividir seus membros e frequentadores.

2. Promover a inclusão e diversidade

Outro desafio dos Dirigentes Espíritas nos dias atuais é promover a inclusão e a diversidade dentro das instituições. Infelizmente, muitas vezes ainda há preconceito em relação a pessoas de outras crenças, orientações sexuais, identidades de gênero, raças e etnias, o que pode gerar exclusão e afastamento de potenciais frequentadores.

É importante que as Casas Espíritas sejam locais acolhedores e inclusivos, onde todas as pessoas possam se sentir bem-vindas e respeitadas. Sem contar que a Doutrina Espírita é totalmente contrária a preconceitos e prega a inclusão e respeito.

3. Um dos desafios do Dirigente Espírita é receber bem as novas gerações

É desafiador manter uma relação mais próxima e efetiva com as novas gerações. É comum que crianças e jovens não tenham o acolhimento e o espaço adequados, onde possam se sentir bem e aprender os conceitos espíritas, tão importantes para sua jornada terrena.

É essencial que os responsáveis pelas instituições se empenham para criar um trabalho pautado na Codificação e com recursos adequados para atrair os mais novos e dar condições para que absorvam os ensinamentos.

4. Manter a relevância das atividades presenciais

Eis um dos desafios do Dirigente Espírita no pós-pandemia. Acostumados com a comodidade das atividades virtuais, é preciso mostrar ao público os benefícios de estar fisicamente presente na instituição.

Para isso, além de ambiente acolhedor, divulgação e planejamento de qualidade, é preciso criar um ambiente de aprendizado e reflexão. Assim, as pessoas poderão aprofundar seus conhecimentos sobre a Doutrina Espírita e sobre temas relacionados à espiritualidade, à moral e à ética.

Nesse sentido, contar com uma equipe qualificada e engajada, que se dediquem a preparar atividades de qualidade e que estudem continuamente a Codificação Espírita é essencial. E representa mais um desafio!

5. Preservar  a coerência doutrinária

Chegamos ao último dos desafios do Dirigente Espírita citados aqui. Trata-se de um tema que sempre existiu e continuará existindo: a necessidade de se manter fiel aos princípios e valores da Doutrina Espírita, sem se deixar influenciar por modismos, ideologias ou interesses pessoais.

As Casas Espíritas têm a importante missão de difundir uma mensagem de amor, fraternidade, caridade e racionalidade, e devem estar sempre atentas para não se desviar desse propósito.

Os desafios do Dirigente Espírita podem ser menores

Como vimos, os gestores de instituições espíritas têm muitas questões que precisam ser trabalhadas em busca de soluções para oferecer os melhores serviços. Sem se desviar dos fundamentos propostos pela doutrina codificada por Allan Kardec.

Como sempre, com apoio mútuo, enfrentá-las fica mais fácil. Para isso, existe o movimento de unificação, que reúne lideranças de instituições geograficamente próximas para trocarem informações e se ajudarem.

A USE Distrital Vila Maria é o grupo que reúne Casas Espíritas na região da Vila Maria, Vila Guilherme, Vila Medeiros, Vila Sabrina, Jardim Guançã e outros bairros próximos. S

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