As mudanças no trabalho do Centro Espírita sempre aconteceram, afinal, a transformação faz parte da Lei do Progresso.

No entanto, nos últimos anos elas foram muito acentuadas, inesperadas e rápidas, exigindo jogo de cintura e sabedoria dos Dirigentes Espíritas e dos trabalhadores.

Diante desse cenário, fica a questão: existem limites para alterar as atividades oferecidas pelas instituições?

É sobre isso que vamos refletir agora – acompanhe e boa leitura!

Porque as mudanças no trabalho do Centro Espírita são inevitáveis

À medida que o homem evoluiu, a sociedade como um todo também progride e acaba colhendo os frutos dessa evolução. Essa é a premissa da Lei do Progresso, uma das Leis Divinas, ao qual todos estamos sujeitos.

Sendo assim, as mudanças nos trabalhos do Centro Espírita estão sempre ocorrendo – em maior ou menor escala.  Vejamos alguns casos comuns que levam às adaptações:

  • Mudanças na Legislação – como qualquer outra, as instituições espíritas estão subordinadas às leis e, quando elas se modificam, é preciso seguir as novas orientações;
  • Alteração no quadro de colaboradores – pessoas podem chegar, outras podem partir. Esse movimento natural, muitas vezes leva à mudanças no trabalho do Centro Espírita;
  • Novos hábitos e necessidades do público – uma instituição que faz parte da USE Distrital Vila Maria, órgão que reúne Casas Espíritas da Vila Maria, Vila Guilherme e bairros vizinhos, manteve um curso de datilografia por muitos anos. Mas o trabalho foi substituído com o advento da transformação digital;
  • Falta de verba – sim, as organizações espíritas precisam de recursos financeiros para funcionar. Na falta dele, é preciso criatividade para manter as tarefas ou, até mesmo, substituí-las.

Além disso, devemos lembrar que instituições dedicadas ao Espiritismo, precisam seguir regras para garantir o bom funcionamento de todas as atividades executadas. E é natural que essas diretrizes passem por adaptações.

Por fim, o avanço tecnológico também trouxe modificações significativas para a rotina desses estabelecimentos.  Podemos citar como exemplo o registro das obras da Biblioteca Circulante que era manual e passou a ser realizado com o auxílio da tecnologia.

Aliás, a evolução tecnológica proporcionou muitas mudanças no trabalho do Centro Espírita. Gerando facilidades como, maior rapidez, praticidade, eficiência e qualidade nos serviços.

E, temos que admitir, essas transformações trazem muitas vantagens para todos.

Tecnologia ajuda o Dirigente Espírita a superar o desafios

Recentemente, o mundo passou por um grande desafio, provocado pela pandemia da Covid-19.

De repente, as lideranças precisaram buscar alternativas para superar obstáculos ainda não vivenciados – isso aconteceu entre os Dirigentes Espíritas da USE Distrital Vila Maria e todos os demais. 

Mas foi preciso buscar alternativas para seguir com o trabalho. Afinal, a mensagem proposta pelo Espiritismo, tão racional e consoladora, precisava chegar às pessoas que estavam vivenciando uma fase complexa.  

Isolamento social, medo do desemprego, problemas de ordem financeira, receio de contrair o vírus. E, claro, o medo do desencarne (próprio e do ente querido) ou, em muitos casos, a dor da separação do ente querido. 

E, se lidar com o distanciamento físico de quem partiu já é difícil, vamos lembrar que no auge da Covid-19 muitos não puderam se despedir dos seus amados porque até as cerimônias fúnebres eram restritas. 

Nesse cenário, coube ao movimento espírita se adaptar e promover mudanças no trabalho do Centro Espírita para poder prosseguir com sua missão de esclarecer e consolar.

Graças aos recursos tecnológicos, as instituições puderam realizar Lives, fazer atendimento fraterno, manter o estudo.

Paralelamente, equipes reduzidas, e com a segurança devida, faziam sua parte na elaboração do apoio material possível – cestas, roupas, agasalhos, etc.

E a realização de eventos (drive thru) para arrecadar fundos e manter a estrutura – sempre usando a tecnologia para divulgar e se comunicar com os variados públicos.

As mudanças nos trabalhos do Centro Espírita possuem limites?

Enquanto estamos encarnados temos algo a aprender e desenvolver nesta encarnação. Essa máxima é muito repetida entre os adeptos da Doutrina Espírita, filosofia que tem consequências morais e teve seus princípios estabelecidos por meio de pesquisas (ciência). 

Foi o professor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais conhecido como Allan Kardec, que estabeleceu os critérios da pesquisa. Também foi ele que formulou perguntas, interrogou Espíritos desencarnados diversos, por meio de médiuns variados – e que não se conheciam.

Assim, reuniu, refletiu e, quando chegou à conclusão de que havia informações relevantes, Kardec publicou as obras que formam a base doutrinária

Elas revelam verdades racionais e muito profundas que, portanto, devem ser estudadas adequadamente. São elas também, que servem de orientação para as instituições e para a realização de suas atividades. 

Portanto, o limite das mudanças no trabalho do Centro Espírita baseiam-se em seus fundamentos. Ou seja, devemos acompanhar o desenvolvimento tecnológico, alterações nas leis e necessidades do público e sociedade.

Mas todas essa transformações devem ser realizadas tendo como bússola a base do Espiritismo, contida nas cerca de 8 mil páginas deixadas pelo Codificador Allan Kardec.

 

Como vimos, precisamos nos preparar para mudanças no trabalho do Centro Espírita. E, para isso, contar com o apoio de outros Dirigentes Espíritas para troca de experiências é uma excelente alternativa.

Esse é o papel da USE Distrital Vila Maria: reunir colaboradores dessa região da zona norte de São Paulo.

 

Conheça melhor nosso trabalho!