Em 1994, o americano de 17 anos, Mike Emme, cometeu suicídio a bordo de seu Mustang 68 amarelo – que era sua paixão e que ele mesmo pintou.

Durante o velório do jovem, seus amigos distribuíram cartões com fitas amarelas para as pessoas. Neles havia mensagens de apoio e o alerta para que qualquer pessoa que estivesse se sentindo triste ou deprimida, bem como passando por algum tipo problema, pedisse ajuda. A ideia surgiu porque o jovem que cometeu o suicídio não deu nenhum sinal de que atravessasse uma crise, sentindo-se sozinho ou entristecido, pegando todos de surpresa com o seu chocante ato.

Sem querer, então, eles deram início a uma campanha de prevenção ao suicídio conhecida que, posteriormente, serviu de inspiração no Brasil e no mundo. Assim, o tema de prevenção ao suicídio passou a ser debatido na Campanha “Setembro Amarelo”.

Neste artigo vamos abordar o tema, tendo como referência dados da OMS – Organização Mundial da Saúde, entidade que encabeça essa campanha de conscientização, e a colaboração do Espiritismo na prevenção do suicídio!

Fatos impactantes sobre o suicídio

A Organização Mundial da Saúde (OMS), apresenta dados impactantes acerca do suicídio. Vejamos alguns deles neste tópico:

  • Mais de 800.000 pessoas morrem por suicídio a cada ano em todo o mundo, o que equivale a uma morte a cada 40 segundos;
  • Cada caso de suicídio impacta diretamente ao menos seis pessoas;
  • O suicídio é a terceira causa de morte entre jovens;
  • 79% das pessoas que tiram a própria vida vivem em países de baixa e média renda.

Existe uma forte ligação entre o suicídio e transtornos mentais, em especial transtornos relacionados à depressão e uso de álcool, no entanto, muitos suicídios ocorrem em tempos de crise que geram problemas financeiros, rompimento de relacionamento ou dor crônica e doença.

Experiências relacionadas a conflito, entre elas desastres, violência, abuso, perda e uma sensação de isolamento também têm relação direta com o comportamento suicida. Além disso, as taxas de suicídio também são altas entre grupos vulneráveis ​​sujeitos à discriminação – por exemplo:  refugiados e migrantes ou homossexuais. 

Outro dado importante é que uma tentativa anterior de suicídio é um grande fator de risco.

Continue a leitura para descobrir qual a colaboração do Espiritismo na prevenção do suicídio.

Prevenindo o suicídio

Cerca de 90% dos suicídio podem ser evitados, segundo especialistas. Nesse sentido, algumas medidas podem ser tomadas, entre elas, podemos destacar:

  • Restrição de acesso a meios de suicídio, como por exemplo, pesticidas, armas de fogo e certas drogas;
  • Informação responsável pela mídia;
  • Campanhas e intervenções escolares;
  • Criação de políticas destinadas a reduzir o uso nocivo do álcool;
  • Identificação precoce, tratamento e cuidado de pessoas com problemas de saúde mental e abuso de substâncias, dor crônica e transtorno emocional agudo;
  • Formação de pessoal de saúde especializado na avaliação e gestão do comportamento suicida;
  • Acompanhamento da assistência prestada às pessoas que tentaram suicídio e apoio comunitário.

A prevenção também passa pela superação de alguns obstáculos, como o fato do suicídio ser pouco debatido. Da mesma forma, transtornos mentais são considerados tabus e, por isso, nem sempre há a busca por tratamentos que impeçam a pessoa de atentar contra a própria vida!

Como podemos notar a colaboração do Espiritismo na prevenção do suicídio passa, também, por oferecer espaço para debates sobre todos os assuntos ligados ao suicídio.

Qual a colaboração do Espiritismo na prevenção do suicídio?

Sintomas como manifestar sentimentos de desesperança, vazio ou falta de razão para viver; mudanças extremas de humor ou pessoas que passam por situações traumáticas podem sinalizar a necessidade de cuidados. É comum que pessoas que vivenciam essas situações compareçam às Casas Espíritas, sendo essencial que as instituições se preparem para enfrentar a situação e dar a colaboração do Espiritismo na prevenção do suicídio.

A Doutrina Espírita é responsável por uma mensagem de esperança e, sendo racional, tem a capacidade de fortalecer as pessoas no enfrentamento dos obstáculos que surgem na caminhada terrena, mostrando como o amor de Deus jamais nos desampara. Além disso, sabemos que as barreiras funcionam como preciosas lições para evolução do Espírito.

O fato de esclarecer em relação à imortalidade da alma também é outro argumento valioso, uma vez que o suicida, geralmente, comete esse ato imaginando por fim aos problemas e à existência. Assim, ter consciência de que a morte é só do corpo físico, é uma maneira sensata de mostrar ao suicida em potencial que esse não é  melhor caminho.

Muitos outras informações contidas na mensagem espírita podem ser usada para acolher e orientar quem passa por situações desafiadoras, sendo essencial que a Casa Espírita esteja preparada  e receba de modo adequado pessoas com esse perfil – jamais tentando substituir o atendimento profissional com psicólogos ou psiquiatras.

Como foi constatado, quase a totalidade dos suicídios podem ser evitados. E a colaboração do Espiritismo na prevenção do suicídio começa pelo esclarecimento proposto pelos fundamentos doutrinários que esclarecem, fortalecem e devolvem a esperança a quem os conhecem!

Conheça a Doutrina Espírita através dos estudos das Casas Espíritas unidas.