As atividades doutrinárias estão acontecendo por meios virtuais, o que é importante para não interromper a divulgação e estudo do Espiritismo. No entanto, é preciso cuidado para que não esqueçamos que a Doutrina Espírita  é calor humano e, mesmo utilizando meios digitais, não pode ser mecanizada.

Essa é a reflexão proposta por Lázaro Dumont. Acompanhe e pense a respeito!

Não podemos mecanizar a Doutrina Espírita

Não podemos e não devemos mecanizar a doutrina espírita, através do uso exclusivo da internet, virtualizando a  virtualizar a doutrina.

Tenho a impressão de que essa pratica causaria um esvaziamento ainda maior nos trabalhos espirituais – até porque a maioria dos assistidos não tem acesso  a esse tipo de serviço.

Quando essa pandemia passar devemos retomar os trabalhos presenciais, pois acredito que o aumento pela procura, não só  das casas espíritas como outras religiões, será muito grande. Acredito nessa busca maior porque teremos muitas pessoas confusas, mental e espiritualmente, por conta dessa  pandemia.

Consequências da Covid-19

Infelizmente  as consequências danosas  que esse vírus ainda trará para a humanidade, tanto material como espiritualmente, serão  muito grandes.

Estamos lutando contra um inimigo oculto – não sabemos aonde nem  quando ele vai atacar –, por isso todo cuidado é pouco.

Quando as autoridades liberarem o  retorno  dos trabalhos  de templos religiosos e de instituições como o Centro Espírita, deveremos então nos organizar para seguir todas as regras de segurança que serão impostas, do lado material.

Paralelamente, teremos que organizar o lado espiritual. E isso será um trabalho difícil e longo – nos preparemos para isso, portanto!

Como já disse Chico Xavier, “o Centro Espírita precisa se organizar para atender melhor os necessitados”.

Algumas reflexões sobre trabalhos virtuais

tendo em vista os trabalhos realizados virtualmente, vamos pensar: como fazer um atendimento virtual nos trabalhos de passe, cura, desobsessão, atendimento fraterno, grupo de apoio … e tanto outros?

No meu entendimento, todos esses trabalhos só  fazem efeito se forem realizados pessoalmente – olho no olho –, através de um abraço, um aperto de mão e em outras formas de passar boas energias aos irmãos que nos procuram em busca de auxílio. Dessa forma, eles se sentirão amparados e protegidos.

Além do mais, devemos lembrar que Deus nos criou para vivermos em sociedade, para nos socializar e aprender uns com os outros!

Não sou contra o uso da internet. Sei que ela traz  boas coisas, facilitam a vida. Porém traz também muitos malefícios, se não for bem utilizada.

Para finalizar essas reflexões, deixo uma mensagem.

Um jovem perguntou ao avô: “Como você viveu antes, sem tecnologia como aviões, internet, computadores, televisores de plasmas ou led, ar-condicionado, carros, celulares, tablets, notebooks, laptops  e tantas coisas mais?”

O  avô respondeu: “Como a sua geração vive hoje,  sem oração, em compaixão, sem honra e respeito, sem vergonha, sem esforço e sem responsabilidades ou modéstia?”

E continuou: “Nós,  pessoas nascidas no século passado, somos abençoados e  mais compreensivas porque somos a ultima geração que ouviu seus pais, avós e tios. Também respeitávamos os professores  e as pessoas mais velhas. Aproveite enquanto você pode e aprenda com a experiência, tendo em mente que tivemos muito trabalho para construir um mundo que hoje esta sendo destruído por falta do que, no passado, tínhamos em abundância: amor  ao próximo!”

Pensem nisso!

Lázaro Dumont é integrante da USE Distrital Vila Maria e do Centro Espírita Evangelho em Ação.