{"id":118,"date":"2020-04-05T19:31:30","date_gmt":"2020-04-05T22:31:30","guid":{"rendered":"https:\/\/usevilamaria.org.br\/site\/?p=118"},"modified":"2020-06-27T12:27:32","modified_gmt":"2020-06-27T15:27:32","slug":"a-adulteracao-de-a-genese-segundo-henri-sausse","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/usevilamaria.org.br\/site\/2020\/04\/05\/a-adulteracao-de-a-genese-segundo-henri-sausse\/","title":{"rendered":"A adultera\u00e7\u00e3o de \u00abA G\u00eanese\u00bb, segundo Henri Sausse"},"content":{"rendered":"<p>Henri Sausse era esp\u00edrita, bi\u00f3grafo de Kardec, amigo de L\u00e9on Denis e uma pessoa extremamente dedicada \u00e0<br \/>\nDoutrina Esp\u00edrita.<\/p>\n<p>Ao tomar conhecimento da publica\u00e7\u00e3o de uma edi\u00e7\u00e3o de <em>A G\u00eanese, os Milagres e as Predi\u00e7\u00f5es Segundo o <\/em><em>Espiritismo<\/em>, ap\u00f3s o desencarne de Kardec, comparou as tradu\u00e7\u00f5es, linha por linha, e concluiu que havia adultera\u00e7\u00e3o no texto original.<\/p>\n<p>Inconformado, fez um artigo para denunciar o grave acontecimento ao movimento esp\u00edrita. Era o ano de 1884 e, infelizmente, a obra adulterada continuou a circular.\u00a0 Leia, a seguir, a tradu\u00e7\u00e3o feita diretamente da vers\u00e3o francesa.<\/p>\n<h2><strong>Uma inf\u00e2mia, <\/strong>por <em>Henri Sausse<\/em><\/h2>\n<p>Queiram me perdoar , irm\u00e3os e irm\u00e3s em cren\u00e7a, se eu me deixei levar pela indigna\u00e7\u00e3o que de minha alma transborda.<\/p>\n<p>Eu deveria expulsar do meu cora\u00e7\u00e3o todos os pensamentos de raiva e \u00f3dio. H\u00e1, no entanto, circunst\u00e2ncias<br \/>\nem que n\u00e3o sabemos dominar uma justa indigna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Todos n\u00f3s sab\u00edamos que havia uma sociedade esp\u00edrita, fundada para a continuidade das obras de Allan Kardec, e depositamos sobre ela aten\u00e7\u00e3o e cuidado para garantir a integridade do patrim\u00f4nio moral que nos foi deixado pelo mestre. O que n\u00e3o sab\u00edamos \u00e9 que, ao lado desta, talvez at\u00e9 \u00e0 sua sombra, se organizava uma outra, voltada para a corrup\u00e7\u00e3o das obras fundamentais de nossa doutrina, e esta \u00faltima, n\u00e3o s\u00f3 exista mas talvez continue ainda com sua<br \/>\ntriste tarefa.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se todas as obras de Allan Kardec foram manchadas por m\u00e3os \u00edmpias, mas descobri que havia pelo menos uma, <em>A G\u00eanese<\/em>, que sofreu mutila\u00e7\u00f5es importantes.<\/p>\n<p>Chocado por estas tr\u00eas palavras: Revista, Corrigida e Aumentada, impressas logo abaixo do t\u00edtulo da quinta edi\u00e7\u00e3o, tive a paci\u00eancia de confrontar, p\u00e1gina por p\u00e1gina, linha por linha, esta quinta edi\u00e7\u00e3o com a publicada em 1868 e que eu havia comprado quando da sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O resultado do meu trabalho \u00e9 este.\u00a0 Comparando os textos da primeira e quinta edi\u00e7\u00f5es, descobri que 126<br \/>\npassagens haviam sido modificadas, adicionadas ou exclu\u00eddas.<\/p>\n<p>Destas, onze (11), foram objetos de uma revis\u00e3o parcial. Cinquenta (50) foram adicionadas e sessenta e cinco foram removidas, n\u00e3o conto ainda os n\u00fameros dos par\u00e1grafos alterados ou os t\u00edtulos adicionados.<\/p>\n<p>Todas as partes deste livro sofreram mutila\u00e7\u00f5es mais ou menos s\u00e9rias, mas o cap\u00edtulo XVIII: Os tempos s\u00e3o chegados, \u00e9 aquele que foi mais maltratado. As modifica\u00e7\u00f5es nele feitas, o tornam quase irreconhec\u00edvel.<\/p>\n<p>Agora, voc\u00ea vai me perguntar, quem s\u00e3o os culpados? Qual foi o motivo destas manobras? Destaco da primeira edi\u00e7\u00e3o de <em>A G\u00eanese<\/em> somente uma das passagens exclu\u00eddas, o que j\u00e1 basta para que voc\u00eas julguem quem deve se<br \/>\nbeneficiar com esta inf\u00e2mia.<\/p>\n<h3>A G\u00eanese, edi\u00e7\u00e3o de 1868, cap\u00edtulo XV. Os Milagres do Evangelho, p\u00e1ginas 379 e 380, item 67.<\/h3>\n<p>Em que se transformou o corpo carnal? \u00c9 um problema cuja solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o se pode deduzir, at\u00e9 nova ordem, salvo por hip\u00f3teses, falta de\u00a0 elementos suficientes para assegurar uma convic\u00e7\u00e3o. Esta solu\u00e7\u00e3o, ali\u00e1s, \u00e9 de uma import\u00e2ncia<br \/>\nsecund\u00e1ria e n\u00e3o juntaria nada aos m\u00e9ritos do Cristo nem aos fatos que atestam, de uma certa maneira bem<br \/>\ncontrariamente perempt\u00f3ria, sua superioridade e sua miss\u00e3o divina.<\/p>\n<p>N\u00e3o pode, pois, haver sobre a\u00a0 maneira na qual esse desaparecimento se operou sen\u00e3o opini\u00f5es pessoais que teriam<br \/>\nvalores apenas igualmente quanto as que fossem sancionadas por uma\u00a0l\u00f3gica rigorosa e pelo ensinamento geral dos Esp\u00edritos; ora, at\u00e9 o presente, nenhuma das que foram formuladas recebeu a san\u00e7\u00e3o deste duplo controle.<\/p>\n<p>Se os Esp\u00edritos ainda n\u00e3o resolveram a quest\u00e3o pela unanimidade de seus ensinamentos, \u00e9 que, sem d\u00favida, o<br \/>\nmovimento da resolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o veio ainda ou que ainda falta conhecimentos em aux\u00edlio dos que possam resolv\u00ea-la por si pr\u00f3pria. Em atentando, descarta-se a suposi\u00e7\u00e3o de um rapto clandestino, poder-se-ia encontrar, por analogia, uma<br \/>\nexplica\u00e7\u00e3o prov\u00e1vel na teoria do duplo fen\u00f4meno dos transportes e da invisibilidade.<\/p>\n<p>A supress\u00e3o desta passagem deixa muito claro a quem Allan Kardec foi vendido para que seja necess\u00e1rio insistir nesse ponto. Todos os esp\u00edritas sabem a quem se aplica o segundo par\u00e1grafo, grifado por mim mesmo.<\/p>\n<h2><strong>Conhe\u00e7a as modifica\u00e7\u00f5es ocorridas em <em>A G\u00eanese<\/em><\/strong><\/h2>\n<p>Para aqueles que queiram pesquisar as modifica\u00e7\u00f5es sofridas por <em>A G\u00eanese<\/em>, aqui est\u00e3o os n\u00fameros das p\u00e1ginas onde podem encontr\u00e1-las:<\/p>\n<p><strong>Passagens modificadas &#8211;<\/strong> <strong>p\u00e1ginas<\/strong>:68, 79, 85, 105, 148, 155, 181, 203, 205, 215, 429 (onze).<\/p>\n<p><strong>Passagens adicionadas &#8211; 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o &#8211; p\u00e1ginas<\/strong>: 10, 16, 17, 48, 52, 73 (75 e 76), 84, 104, 127, 133, 138, 142, 159, 174, 176, 178 (188-89), 194, 196, 201- 2-3-4) 212, (220-21) 223, 234, (240-41), 245, 251, 257, 274, (276-77-78), 284, 286, 301, 310, 311 (312). -13), (314-15), 315 (315-16), 320, (367-68), 376, 394, 399, 424, 433, 436 (448-49-50-51-52-53-54), 455 (cinquenta).<\/p>\n<p><strong>Passagens suprimidas &#8211; Edi\u00e7\u00e3o de 1868 &#8211; P\u00e1ginas:<\/strong> 12, 23, 47, 48, 50, 54,\u00a058, (59-60), (61-62), 65, 69, 73, 74,<br \/>\n78, 82, 83, 85, 86, ( 87-88), 88, 93, 95, 97, 118, (145-46-47), 165, (173-74), 177, 181, 189, 190, 192, 195, 203, 204, 205, 229 , 232, 243, (244-45) 247 *, 251, 263, (267-68 *) 270, 279, 303, (304-5), (379-80) 385, (385-86), 389, 392, 393, 403, 411, 412, 433, (435-36), (439-40), (441-42), (444-45-46), (447-48), (451-52-53)), (sessenta e cinco).<\/p>\n<p><strong>P.S.:<\/strong> A elimina\u00e7\u00e3o de passagens marcadas com <strong>*<\/strong> \u00e9 significativa.<\/p>\n<p>Artigo de Henri Sausse ( bi\u00f3grafo de Allan Kardec), publicado na 1a quinzena de dezembro de 1884, na<br \/>\nrevista Spiritisme.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: \u00c1lvaro Ramos &#8211; Diretor de Educa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Infantojuvenil da USE Distrital Vila Maria, Presidente do CE Gabriel Ferreira (adeso \u00e0 USE V. Maria)<\/p>\n<h4><strong>Se voc\u00ea gostou deste texto, divulgue \u00e0quelas pessoas que podem se interessar. E, claro, n\u00e3o deixe de acompanhar nosso blog, com conte\u00fados sobre o Espiritismo.<\/strong><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2018, ano de sesquicenten\u00e1rio de &#8220;A G\u00eanese, a adultera\u00e7\u00e3o da obra  foi assunto muito comentado no meio esp\u00edrita. Pela import\u00e2ncia do tema, traduzimos aqui o artigo de Henri Sousse, bi\u00f3grafo de Allan Kardec que, em 1884, j\u00e1 denunciou a ocorr\u00eancia. <\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":119,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[14],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/usevilamaria.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118"}],"collection":[{"href":"https:\/\/usevilamaria.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/usevilamaria.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/usevilamaria.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/usevilamaria.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=118"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/usevilamaria.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":131,"href":"https:\/\/usevilamaria.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118\/revisions\/131"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/usevilamaria.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/119"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/usevilamaria.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=118"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/usevilamaria.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=118"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/usevilamaria.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}